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Poems by Berardo Pinto
Pereira - 11
O HOMEM DA CAIXA
Na chuva da inércia
Na relva moribunda
Canto
As memórias do meu Ser.
Embora me sinto como um frívolo
Deposto
E um oco num oco da escuridão:
Canto!
Pelos termos eu canto,
Oro pela sorte todo encantado.
Jogo com as palavras
Apaixonado!
Assim os olhos acarretam
O Ser vive
Com percepção grande!
A vida muda com a estação
A alma fica no ridículo:
As vezes na escuridão
Sem uma explicação!
O canto encontra o tempo
Acha que descanso é uma visão!
Abranda sol vermelho
Inicia a ária
Duma desmesurada vastidão!
E o Cantor:
Como um homem na caixa
Se acha!
© Berardo Pinto Pereira
21 de Dezembro de
2001
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